Muita gente repete uma frase: “estou em primeiro no Google Maps”. Ela costuma vir de uma busca feita no próprio celular, dentro do estabelecimento. Exemplo hipotético, com números inventados: uma padaria em Pinheiros, em São Paulo, aparece em primeiro lugar para quem pesquisa a 300 metros e em oitavo para quem pesquisa a 2 quilômetros. As duas posições são verdadeiras ao mesmo tempo.
A crença: se eu apareço em primeiro, apareço em primeiro para todos
A crença trata a posição como um número único do negócio. O Google informa que os resultados locais se apoiam em relevância, distância e proeminência, e não publica o peso de cada fator. Como a distância entre quem pesquisa e o estabelecimento entra na conta, a posição só existe em relação a um ponto de partida.
| Crença | O que acontece de fato |
|---|---|
| Estou em primeiro no Google | Estou em primeiro para quem pesquisa de um ponto, com uma palavra-chave, em um momento |
| Minha busca no celular mostra a posição real | Mostra a posição para quem está onde você está |
| Uma medição basta | Uma medição é uma foto; para comparar, repita com o mesmo método |
O que um heatmap mede e o que ele não mede
Um heatmap, ou mapa de calor, mede a posição do negócio em vários pontos ao redor do endereço para uma palavra-chave. Na grade do LocalEdge Solo com até 21×21 pontos, cada scan aceita até 5 palavras-chave. O LocalEdge Lite, gratuito e sem cartão, não inclui heatmap.
O mapa não prevê o futuro, não vale para palavras-chave que você não escolheu e não promete posição. Ele descreve onde o negócio aparece hoje para aquelas buscas. Logicamente, uma posição ruim em um ponto onde você não tem clientes pesa menos do que uma posição ruim no bairro onde eles moram.
Como ler a grade sem tirar conclusões apressadas
Um ponto isolado raramente conta a história inteira. O que importa é o padrão entre pontos vizinhos. Três regras de leitura, todas de raciocínio e não de recurso do produto:
- Compare pontos vizinhos antes de reagir a um deles: uma posição ruim cercada de posições boas pode ser exceção, enquanto uma faixa inteira de posições ruins aponta uma zona fraca.
- Separe as palavras-chave: no exemplo hipotético da padaria, o mesmo endereço pode ter posições diferentes para “padaria perto de mim” e para “pão fresco”, porque cada busca tem uma intenção própria.
- Cruze a grade com a sua carteira: pergunte no balcão o bairro de quem compra e marque esses bairros no mapa.
Depois, mude uma coisa por vez na ficha, como a categoria ou o horário, e repita a mesma medição para saber o que mudou.
Método: quatro decisões antes de comparar duas medições
Duas medições só são comparáveis se o método for o mesmo. Decida antes de começar:
- Escolha as palavras-chave como o cliente as digitaria, não como você descreve o negócio.
- Mantenha a mesma grade e o mesmo endereço central nas medições seguintes.
- Registre a data de cada medição.
- Anote o que mudou na ficha entre uma medição e outra, como categoria, horários ou fotos.
Para o quadro geral do tema, veja nosso guia completo sobre o heatmap do LocalEdge.
Quando a crença ainda vale
Se os seus clientes vêm quase todos de um único quarteirão, a diferença entre os pontos tende a ser pequena, e a busca no celular na porta já dá uma ideia razoável. É uma hipótese, não uma regra: uma medição com a grade confirma ou desmente.
Para agências: repetir o mesmo método em toda a carteira
Agências com vários clientes precisam aplicar o mesmo método em cada ficha. Segundo a página, o plano LocalEdge para Agências e seus scans programados inclui scans diários, semanais ou mensais, histórico e evolução, e scan em massa. Os relatórios PDF têm seções configuráveis, e o Heatmap é uma delas.
Para ver sua posição sem montar nada, faça a análise gratuita de visibilidade do seu endereço. A página informa 2 análises gratuitas por dia, resultado em 20 a 60 segundos e melhora com o endereço exato. Depois, compare o que aparece com o que você acreditava.